Alta de até 60% na demanda de serviços de tecnologia

Por EPTV

Em meio à pandemia do novo coronavírus, empresas de tecnologia da região de Campinas (SP) registraram aumentos de até 60% na demanda, conforme levantamento feito pela EPTV. De acordo com empresários, o crescimento foi motivado pela adoção generalizada do regime de home office.

Em Valinhos (SP), uma empresa que atua no ramo de locação de notebooks enviou, desde o início do mês, mil máquinas para que clientes de diversas regiões do Brasil trabalhem em home office. A alta demanda pelo equipamento gerou um esvaziamento do estoque e criou a necessidade de encomendar mais unidades.

O gestor da empresa Flávio Nicastro conta que, atualmente, há na empresa uma procura de 2 mil notebooks, além de 50 máquinas já a caminho e que devem chegar na próxima semana. “Isso não é só dentro da nossa empresa. Outras empresas dentro do grupo e de locação em geral estão com essa mesma dificuldade. Não tem notebook”, revela.

Alta procura
Já em Campinas, Marcelo Braga, dono de uma empresa que presta soluções em TI, relata que o volume de trabalho cresceu exponencialmente nas últimas duas semanas.

“A gente dobrou o número de solicitações de clientes e a gente vem mensurando, através de relatórios, que todas essas solicitações são para configuração para as pessoas trabalharem em home office”.

Entre os clientes atendidos pela empresa de Marcelo estão comércios, escritórios e indústrias, além de negócios no ramo de eventos e turismo.

Atualmente, as 33 pessoas que compõem a equipe da empresa de soluções em TI também adotaram a rotina do home office. No entanto, alguns serviços essenciais ao funcionamento, como o do funcionário de manutenção Plínio Madsson Farias, ainda precisam ser feitos presencialmente.

“Está aparecendo bastante serviço de troca de peça, manutenção em geral. Acho que essa parte minha aqui tem que dar uma atenção, porque sem as máquinas o pessoal não consegue fazer o home office”, conta o trabalhador.

Segurança
Quanto ao atendimento ao cliente, Marcelo Braga aponta que a tecnologia tem sido uma aliada para garantir o serviço remoto. “Conectar no computador da pessoa, acessar remotamente o sistema dela, o servidor ou a rede. Só em último caso que a gente desloca alguém pra fazer esse atendimento”.

Em um dos poucos atendimentos presenciais feitos pela empresa, o gestor da companhia conta que um dos técnicos recebeu do cliente um “kit corona”, com álcool em gel, sabonete e máscara de proteção. “Tudo para seguir com o atendimento de uma forma segura, seguindo os protocolos de higienização e tudo mais”.

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